sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

.virei gringo é notícia!.


Em menos de um mês de vida o .VIREI GRINGO. já é notícia! O blog foi citado em uma matéria publicada em outro blog (!) o da rede social de livros O Livreiro.

A matéria com o título "A volta ao mundo em dez blogs brasileiros" traz também os links e comenta sobre blogs de brasileiros que vivem na Coréia do Sul, Senegal, Timor Leste e Suécia. Vale a pena dar uma conferida.

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

.10 NOVAS E ESTRANHAS SENSAÇÕES.

O povo curtiu, deu uma moral e compareceu legal aqui no .VIREI GRINGO., meu novo empreendimento e estratégia de dominação do planeta. Em retribuição segue mais uma série de 10 NOVAS E ESTRANHAS SENSAÇÕES dessa minha nova vida no velho continente. Choque cultural, é nós!

# Aprender a vestir o triplo de roupas na metade do tempo;

# Achar que 2 graus positivos é um calorzinho maneiro;

# Pensar em português, inglês, espanhol, alemão e não conseguir comunicação plena em nenhuma das línguas;

# Tomar água da bica e saber que ela é mais limpa do que 50% das "minerais" vendidas no Rio;

# Tomar banho de banheira na minha própria casa;

# Saber que todos os copos e talheres usados em bares e restaurantes não estão realmente limpos;

# Usar hidratante no corpo para não ficar parecendo o primo do Escamoso;

# Não entender porque as pessoas abrem a janela por 10 minutos "para pegar um arzinho fresco", o que na verdade, significa congelar;

# Andar sempre com um batomzinho de manteiga de cacau no beiço para não ficar com os lábios rachados;

# Viver onde existe a maior quantidade de "gangster com a bochecha rosada" por metro quadrado;


Ah, e para quem não sabe, a foto do cabeçalho do blog é do meu quintal :)

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

.têm (várias!) Coca aí na geladeira.

Engana-se quem acha que a cultura dos “refrigerécos” é um privilégio dos brasileiros. Na na ni na não. Aqui na Alemanha também rolam vários produtores paralelos e alternativos às grandes empresas do ramo de refrigerantes. Na real realidade, às vezes, é até difícil encontrar os medalhões Coca-Cola e Pepsi. Muitos mercados e bares apostam pesado nas bebidas locais, seguindo uma tradição que acontece com a cerveja, por exemplo, e priorizam a venda de bebidas que são globalmente desconhecidas mas que fazem muito sucesso em âmbito local. Por isso, viajando por aqui, a graça é experimentar a diversidade de “Colas” disponíveis em cada bairro, cidade e região. Aqui em Nuremberg já tive a sorte de bater de frente com pelo menos três cocas da boa, se liga:


Se você curte a onda “sou negão-sarará criolo” (como eu) uma boa pedida é cair dentro da Afri Cola. O refrigerante tem como grande diferencial o design da garrafa com a forma do vidro simulando um “corpo violão”, inspirado no estereótipo da sensualidade (sexualidade?) africana. A bebida existe desde 1931 (!) é produzida na Alemanha, mas também pode ser encontrada em países como França, Áustria, Arábia Saudita, Suíça e República Checa. Na “naite” uma garrafa com 350 ml da bebida sai por mais ou menos 3 euros, muito bem gastos, diga-se de passagem. A Afri Cola é realmente gostosa!

Politicamente correta, a Premium Cola foi criada em 2001 por um coletivo de fãs da Afri Cola que andavam meio insatisfeitos com os rumos que a marca estava tomando. A Premium é produzida em Hamburg em um sistema semi-artesanal pela galera do coletivo "Interessengruppe Premium". O design aposta numa onda bem minimalista, o rótulo é todo preto, sem logotipo e com apenas algumas informações sobre os ingredientes usados na bebida. A Premium é boa, mas eles exageram um pouquinho no gás e se orgulham de oferecer uma Cola com menos cafeína do que as rivais.

Outra cola que bomba (no melhor estilo molotov!) por aqui é a Clube-Mate Cola. A versão Cola de um refrigerante de mate, bebida bem popular entre a galera anarquista e de esquerda. Garrafas e mais garrafas de Clube-Mate Cola marcam presença garantida nas reuniões dos grupos Antifascista (os chamados “Antifa”) e nos shows de Punk e Hard Core. Com sabor forte a Clube-Mate Cola ataca com um apelo latino, na onda revolución! E avisa no rótulo: “erfrischend und aktiv” (refrescante e ativo), é um refrigerante revolucionário, mas sin perder la ternura jamás!

sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

.leitura e reflexão, aqui não.

Virei Gringo chegou chegando e com apenas um post o blog já é um pequeno sucesso! Muitos amigos e curiosos acessando, alguns comentários... enfim, a coisa tá rolando. Parte do segredo do sucesso de qualquer blog (e principalmente desse aqui) está relacionada à curiosidade das pessoas em saber o que rola na vida de outra pessoa, seja ela conhecida ou não. Quando a pessoa em questão vive uma situação bem peculiar como estou vivendo agora.

Mas a curiosidade é apenas um elemento que faz da leitura deste blog algo interessante, a quem se interessa, claro. O outro fato é o próprio gosto pela leitura, afinal, a base dessa brincadeira é a palavra escrita. Não é Youtube, nem Flickr. Não é vídeo, nem imagem. É palavra, frase, parágrafo. Você lembra de quando aprendeu a ler? Do dia para a noite todo aquele monte de símbolos passa a fazer sentido (às vezes nem tanto) e você não consegue mais olhar as letras sem ler os segredos que elas escondem. É mágico.

E leitura vicia, cuidado! Tem gente que lê sempre que pode. Na fila do dentista, na hora do almoço, no metrô... essas modalidades de leitura são clássicas! Outra paixão entre os leitores é a leitura sentado no trono. Quem não curte tomar contato com as letras, a textura do papel bem naquele momento maior de intimidade? Muitas boas leituras são realizadas no cenário cercado de azulejos, no aconchego do trono lê-se poesia, Foucault, jornal (novo ou velho). É o momento ideal. É o que se chama no cinema de “tempo morto" (quando a fantasia joga com o cotidiano).

Ler sentadinho no vaso é um deleite, ou não é? Atire o primeiro rolo de papel-higiênico quem finge que nunca o fez. E corra para experimentar quem nunca fez de fato. A maldade, meus amigos, é que a dinâmica do frio nos priva deste prazer. Calça grossa, ceroula, cueca. Tudo isso pra manter seus membros inferiores aquecidos. Então, no mágico instante em que você se entrona o frio atinge seu corpinho e arrepia até o último fio de cabelo, da cabeça, claro. Não rola. Ler não dá, tampouco parar para pensar na vida. Bom, ao menos até que inventem um aquecedor de assento sanitário. Existe isso? Será?

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

.pra abrir os trabalhos - 10 NOVAS E ESTRANHAS SENSAÇÕES.

Alô povão, agora é sério! Hoje, dia 13 de janeiro de 2010, faz duas semanas que estou vivendo em Nuremberg, uma cidade de mais ou menos 500 mil habitantes localizada no sul da Alemanha (perto de Munique e Frankfurt). Vocês devem se lembrar desse nome, Nuremberg, da época da Copa do Mundo na Alemanha, quando a seleção brasileira ficou concentrada aqui e nosso querido Galvão Bueno contou todas as histórias possíveis e imagináveis sobre a cidade.

A idéia deste blog é escrever um pouco sobre a vida de um brasileiro em seu cotidiano de simples, curiosas e engraçadas descobertas no novo mundo. Eu, nascido e criado na Baixada Fluminense, estou vivendo minha mais recente aventura e você, sangue bom da fé, vai poder acompanhar um pouquinho do que rolar por aqui. Por hora, digo que Neve é uma coisa muito estranha: é bonita, mais agradável que a chuva, porém, depois que cai vira lama, molha tudo e enche o saco.

Bom, esse é só um poste “abre-alas” de apresentação então não vou me alongar muito. Mas, pra não dizer que não falei de flores, vou colocar aqui algumas das NOVAS E ESTRANHAS SENSAÇÕES que em apenas duas semanas esta terra tem me proporcionado:

# Comer coisas deliciosas que não sei o nome ou não consigo pronunciar corretamente;

# Não chegar em casa completamente suado;

# Sentir mais calor em casa do que na rua;

# Ter um cachorro que não late e não tenta morder os estranhos;

# Gelar a bebida do lado de fora, da janela;

# Usar duas meias e ter que achar isso normal;

# Usar ceroula (!!!) pra não congelar na rua e acabar passando calor nas festas;

# Usar uma mega jaqueta, toca, andar com a cara fechada e não parecer bandido;

# Não comprar bilhete do metrô todo dia e me sentir “dando uma volta” no sistema público de transporte (mesmo já tendo comprado um bilhete para o mês inteiro);

# Viver num bairro bonito, organizado, com coleta de lixo, distribuição de água e luz e que a rapaziada aqui chama de favela.